A pretensão da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) era encerrar 34 camas no Hospital José Joaquim Fernandes, um número que a Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) considerou excessivo e conseguiu diminuir para 26. Destas foram encerradas 14 camas: 8 em oncologia, 1 em otorrinolaringologia, 2 em oftalmologia, 2 em obstetrícia e 1 em genecologia. De acordo com Emília Duro, directora clínica da ULSBA, foi tudo previamente discutido com os directores de serviço e nada foi decidido sem a concordância dos mesmos. As 12 restantes vão ser redistribuídas a partir do dia 1 de Janeiro de 2014.
A Unidade Local de Saúde explicou, ontem, em conferência de imprensa, que continuam a existir camas disponíveis para o internamento dos doentes oncológicos no Hospital de Beja.
Sérgio Barroso, coordenador da Região Alentejo para Doenças Oncológicas e director do Serviço de Oncologia da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo esclareceu que as camas destinadas aos doentes oncológicos deixaram de existir com essa designação. Segundo o mesmo responsável as camas encontram-se distribuídas pelos vários serviços de especialidade onde os doentes são internados. Sérgio Barroso garantiu que “as camas existem” mas estão “apenas num sítio diferente”. O director do Serviço de Oncologia da ULSBA garantiu que quer as camas quer os cuidados prestados aos doentes oncológicos continuam “idênticos”. O médico acrescentou ainda que a ULSBA tem as condições “adequadas” para o tratamento dos doentes oncológicos.
A Unidade Local de Saúde reagiu às críticas do médico Munhoz Frade que denunciou a falta de condições no Hospital de Beja no tratamento de doentes oncológicos. A Administração voltou a refutar as críticas e acusou o médico de ter deixado 2 doentes oncológicos internados “artificiosamente” durante 24 horas na Sala de Observação (SO) da Urgência do Hospital de Beja quando existiam 10 camas vagas no serviço de medicina.