Clube de Odemira inaugura novo centro náutico um ano após incêndio

Foto: Clube Fluvial Odemirense
Foto: Clube Fluvial Odemirense

O Clube Fluvial Odemirense, de Odemira (Beja), já tem o seu novo centro náutico em funcionamento, pouco mais de um ano após o incêndio que destruiu as suas instalações, num investimento de 570 mil euros.

“Abre-se um novo ciclo no clube e agora temos todas as condições para ter mais atletas”, disse hoje à agência Lusa o presidente da coletividade do litoral alentejano, Ilídio Soares.

O responsável agradeceu a todas as entidades, públicas e privadas, assim como à população em geral, o apoio prestado ao Clube Fluvial Odemirense (CFO) ao longo do último ano.

“Foi um ano de muito trabalho” e este projeto “representa uma viragem para o clube. Esforçamo-nos bastante para que este dia acontecesse”, acrescentou.

O novo centro náutico do CFO, em Odemira, na margem do rio Mira, foi inaugurado no passado domingo, após um investimento de cerca de 570 mil euros.

O projeto foi financiado por verbas do Município de Odemira e do seu Orçamento Participativo, assim como por fundos comunitários, através do programa operacional regional Alentejo 2020.

O novo equipamento surge depois de, a 09 de outubro de 2021, um cidadão alemão ter incendiado as instalações do CFO, alegadamente para esconder provas de um furto realizado antes no edifício, segundo a acusação do Ministério Público (MP).

Markolf Ipfelkofer, então com 35 anos, foi detido pela Polícia Judiciária, como suspeito dos crimes, nesse mesmo dia, ao final da tarde, na localidade algarvia de Vila do Bispo.

Este cidadão acabou por ser condenado, em junho deste ano, pelo Tribunal de Beja, a uma pena de seis anos e seis meses de prisão efetiva.

Na sessão de leitura do acórdão, a juíza que presidiu ao coletivo de juízes disse que o arguido foi absolvido da prática de um crime de incêndio, mas condenado por um crime de furto qualificado e por um crime de dano qualificado.

Além disso, na componente cível do processo, o coletivo de juízes condenou o arguido ao pagamento de duas indemnizações, uma delas ao CFO, no valor de cerca de 108 mil euros, pelos danos causados e material perdido no fogo.

A outra indemnização, no valor de cerca de 70 mil euros, tem como destinatária a Câmara de Odemira, por ser a proprietária do edifício onde funciona o clube.

Fundado a 01 de junho de 1984, o CFO promove a prática da canoagem no âmbito da competição, turismo e lazer.

Rádio Pax/Lusa