O BE propõe a inventariação das habitações devolutas e degradas e a recuperação dessas habitações e colocação no mercado de arrendamento. As obras seriam realizadas pelos proprietários dos fogos com base em projecto de engenharia e de arquitectura fornecidos pela Câmara Municipal com dinheiro proveniente duma linha de crédito especial, a juro baixo, negociada entre a autarquia, o Governo e as instituições bancárias, amortizado a longo prazo pelos proprietários.
Por outro lado, o Bloco defende a aplicação da taxa máxima de IMI (Imposto Municipal Sobre Imóveis) sobre as habitações devolutas e, por fim, a posse transitória da habitação devoluta ou degradada pela Câmara nos casos em que os proprietários não possam aceder a uma linha de crédito. A Câmara faria as obras e quando as rendas cobradas tivessem ressarcido o município, este devolveria o fogo ao seu proprietário.
Desta forma Constantino Piçarra realça que seriam recuperadas casas degradadas, alargado o mercado de arrendamento com preços controlados, reactivada a actividade das pequenas empresas de construção e aumentado o capital circulante no concelho.