Nesta vida nada se faz por acaso.
Tudo tem uma linha de seguimento natural. Vivemos por reacção, desde o inicio de nossas vidas somos a reacção física aos estímulos de uma grande máquina, o nosso coração.
Respiramos porque sem ar os pulmões não funcionam, comemos porque o corpo pede e não vivemos sem energia, ou seja, reagimos a várias situações.
Para além dos estímulos físicos, existem os emocionais, estes advêm daquilo que são os nossos gostos pessoais que se vão desenvolvendo e até modificando ao longo de nossas vidas, mas nada é feito por acção, também aqui o predomínio é a reacção. Não será fácil suscitar o interesse num vegetariano em abrir um negócio de carnes.
As pessoas reagem a momentos vividos, a sabores que lhes fazem sentir bem ou na mesma proporcionalidade ao que lhes marcou pela negativa, e reagem! Reagem repetindo a experiência se foi feliz, ou no caso de terem tido uma má experiência, tentam, no futuro, evitar ou mudar algo.
Coloquemos como exemplo, e são muitos felizmente, as pessoas que se juntam para lutarem em dinâmicas de grupo, pelo desenvolvimento de curas para determinadas doenças. Quase sempre esta acção é uma reacção a algo que se viveu, por eles próprios ou porque perderam um familiar ou amigo e sentem a necessidade de fazer algo para ajudar quem sofra da mesma patologia que bem conheceram de perto. 99% dos casos, provavelmente de um impulso da vida.
Mas existem outros tipos de reacção a algo e que não têm nada a ver com o que acabamos de dar como exemplo.
Por exemplo:
Recentemente um grupo de pessoas também se uniram em torno de um bem comum (na minha modesta opinião, em torno ` dos seus´ interesses comuns, digo eu! ) a que se deu o nome pomposo de Manifesto «Renegociar a Dívida»
Também aqui as pessoas que se envolveram neste tão “carinhoso” acto foram empurradas por impulsos, reagiram a algo, mas, comparativamente com as pessoas que se unem em torno da luta pela cura de uma doença, no caso dos Srs do Manifesto, lutam para que a doença possa continuar.
Explico melhor, os primeiros foram vitimas de um problema que lhes apareceu na vida pelo destino, já os segundos, esses, são quase na totalidade cúmplices e criadores dos problemas de que hoje se queixam.
Os primeiros lutam por melhoria na condição de vida de muitas pessoas, para que não venham a ter o mesmo desfecho de alguns familiares ou amigos.
Já os segundos, nunca tiveram preocupados com ninguém, sem ser com eles próprios, pois na altura em que desempenharam cargos de responsabilidade, deram Conta da Saúde aos outros.
Por tudo isto é bom não confundir «A Estrada da Beira com a beira da estrada»
Bom dia
Victor Madeira