O distrito de Beja está entre as regiões onde a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) determinou o confinamento obrigatório de aves domésticas, devido ao risco elevado de gripe aviária.
De acordo com o edital divulgado pela DGAV, as aves de capoeira e em cativeiro devem permanecer confinadas aos respetivos alojamentos, para impedir o contacto com aves selvagens e evitar a propagação do vírus.
No distrito de Beja, estão abrangidos os concelhos de Alvito, nas freguesias de Alvito e Vila Nova da Baronia; Beja, União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista; Castro Verde, na freguesia de São Marcos da Ataboeira; Ferreira do Alentejo, nas freguesias de Odivelas, Alfundão e Peroguarda; Mértola; Moura, com destaque para as freguesias de Póvoa de São Miguel, Santo Amador, Santo Agostinho e São João Baptista; Odemira, nas freguesias de Longueira/Almograve, São Teotónio e Vila Nova de Milfontes e Vidigueira, na freguesia de Pedrógão.
Estas áreas integram a lista de 95 zonas de alto risco distribuídas por 14 distritos do país, onde o confinamento das aves é obrigatório até dezembro.
A DGAV alerta que o risco de disseminação da gripe das aves é atualmente elevado, com 31 focos identificados desde o início do ano. Os mais recentes foram registados em Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, e na Chamusca, em Santarém.
A diretora-geral da DGAV recorda que a gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa, com forte impacto na produção avícola, podendo levar à suspensão da comercialização e exportação de aves e produtos derivados nas zonas afetadas.
Nas áreas de proteção e vigilância, está proibida a circulação e o repovoamento de aves, a realização de feiras, mercados e exposições, bem como o transporte de carne fresca, ovos e subprodutos animais.
Esta medida preventiva visa proteger a saúde animal e conter o avanço da doença, especialmente em regiões com forte tradição agrícola e avícola, como é o caso do distrito de Beja.