O Alentejo está entre as regiões mais afetadas pela falta de professores no país. O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, revelou no Parlamento que existem ainda 480 agrupamentos de escolas com horários por preencher, 12 dos quais com dez ou mais turmas sem professor.
O governante admitiu que a falta de docentes é um dos maiores problemas do sistema educativo, e destacou que a situação é mais grave na Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.
Atualmente há 1.240 horários em aberto, número que o ministro reconhece poder já estar desatualizado.
Para tentar resolver o problema, o Orçamento do Estado para 2026 prevê mais 118 milhões de euros destinados a medidas de atração e fixação de professores, como o apoio à deslocação e novos concursos extraordinários.
Fernando Alexandre sublinhou ainda que o Governo não consegue, para já, identificar quantos alunos estão efetivamente sem aulas, garantindo que o sistema de informação está a ser melhorado para dar respostas rigorosas nos próximos meses.