A ideia foi deixada, no último sábado, na inauguração do Parque Empresarial “Quinta da Graciosa”. Na cerimónia, presidida pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, o autarca explicou a importância do investimento que rondou os 3,5 milhões de euros e obteve financiamento comunitário.
O Parque conta com uma área infra-estruturada com cerca de 6 hectares, dotada de 27 lotes com áreas compreendidas entre os 600 e os 1 600 m2 alienados a 5 euros/m2 e, em situações excepcionais, a 1 euro o lote.
Francisco Orelha considera que o preço dos lotes, a proximidade com os projectos estruturantes e a localização geográfica do concelho transformam Cuba num território atractivo para os investidores.
O autarca aproveitou a presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e apelou ao Governo que dê uma “atenção especial ao interior do país”.
Numa altura em que está em cima da mesa a transferência de competências das Câmaras para as Comunidades Intermunicipais, o autarca apelou ainda a Manuel Castro Almeida que sensibilize o Governo para a necessidade de reforçar o papel das autarquias.
Filipe Pombeiro, presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, presente na cerimónia, alertou o Secretário de Estado para a necessidade de conclusão das obras do IP2 e do IP8 que se encontram paradas.
Manuel Castro Almeida não respondeu directamente, no seu discurso, a todos os apelos lançados. O governante enalteceu o trabalho da Câmara na concretização do Parque Industrial. Em seu entender trata-se de um investimento importante pois “se não houver criação de riqueza e de emprego não há condições de vida”.
O governante defendeu que no próximo quadro comunitário as verbas devem ser dirigidas para a “criação de emprego” e para o “empreendedorismo”.
O Governo admite a necessidade de “beneficiar” mais as empresas que “queiram instalar-se fora dos centros industriais tradicionais”.
O Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional acredita que Cuba e o Alentejo “não estão condenados à desertificação, ao isolamento e à pobreza”.