Hangar para manutenção de aviões no Aeroporto de Beja já funciona

O hangar da empresa Mesa para manutenção de aviões no aeroporto de Beja foi inaugurado e começou a funcionar na passada terça-feira, após um investimento de 30 milhões de euros, divulgou o grupo proprietário.

O grupo Hi Fly refere que o hangar recebeu a aprovação do aeroporto de Beja no dia 8 deste mês e, na terça-feira, entrou o primeiro avião, um Airbus A321 CS-TRJ da companhia aérea Hi Fly, para o primeiro trabalho de manutenção.

Trata-se de uma modificação de cabine”, precisa o grupo, indicando que o hangar está também a realizar tarefas de manutenção de linha e “outras atividades já estão programadas para a próxima semana, com a entrada de outro avião para substituição de motores”.

O grupo Hi Fly refere que o hangar, que “será uma instalação de referência” em Portugal, tem capacidade para acolher aviões de grande porte, nomeadamente os modelos Airbus A319, A320, A321, A330, A340 e A350.

Segundo o grupo, o hangar, que ocupa uma área 9.500 metros quadrados, também tem “espaço para realizar trabalhos de manutenção em até três aeronaves em simultâneo” e, “se necessário”, a equipa terá capacidade para operar “24 horas por dia, sete dias por semana”.

O hangar vai servir para fazer manutenção da frota de aviões Airbus da companhia Hi Fly, que também pertence ao grupo e, desde 2016, usa o aeroporto de Beja para estacionamento e manutenção de linha dos seus aviões.

A nova infraestrutura, que é composta por oficinas, armazém, escritórios e instalações de formação e de apoio, também vai servir para fazer manutenção de aviões de vários modelos Airbus de outras companhias aéreas que têm contratos com a Mesa.

“Beja é um local privilegiado para a manutenção de aeronaves”, sublinha o presidente do grupo Hi Fly, Paulo Mirpuri.

Segundo Paulo Mirpuri, com a “capacidade adicional” criada com o hangar da Mesa, o grupo espera “não só acompanhar o forte crescimento da frota da Hi Fly, mas também atrair novos clientes, sobretudo da Europa e [de] África”.

“É um grande projeto para o grupo e estamos ansiosos por dar as boas-vindas à nossa frota nesta infraestrutura fantástica”, afirma.

Segundo o grupo, durante os próximos três anos, a Mesa prevê criar 150 postos de trabalho para técnicos “treinados para a realização de uma abrangente gama de trabalhos de manutenção relacionados com a manutenção de linha/base”.

“A Checks”, “C Checks”, atualizações e modificações do interior de cabine, substituição do motor e do trem de aterragem, testes hidráulicos, correção de defeitos e solução de problemas e modificações programadas são alguns dos trabalhos de manutenção de aviões que podem ser feitos no hangar.

Com a abertura do hangar, frisou o grupo, os técnicos da Mesa deixaram de estar “condicionados aos horários de funcionamento” do aeroporto e passaram “a ter um espaço que lhes permite trabalhar protegidos das intempéries e com todas as comodidades necessárias para o desenvolvimento do seu trabalho”.

A abertura do hangar permitiu “uma maior flexibilidade em todo o processo da logística e transportes”, porque está situado no lado terra do aeroporto de Beja e “este é um aspeto muito importante nos prazos relacionados com as intervenções nas aeronaves”.

A Mesa prevê criar 150 postos de trabalho “durante os próximos três anos”, mas este objetivo “dependerá de uma variedade de fatores” e “irá acompanhar o crescimento da atividade” no hangar e “o número de pessoas que forem sendo formadas”, frisou.

A Mesa pretende alargar, em 3000 m2, as oficinas de apoio e armazenamento à volta do hangar, adiantou Paulo Mirpuri, referindo tratar-se de um investimento “previsto para 2022”.

Paulo Mirpuri explicou que a Mesa decidiu construir o hangar em Beja porque, atualmente, é “o único” aeroporto português que “pode acomodar todos os tipos de aeronaves” que constituem a frota da Hi Fly e “tem espaço disponível” para estacionamento de aeronaves e instalação de hangares.

Rádio Pax/LUSA