O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em parceria com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), libertou, em Castro Verde, nove crias de tartaranhão-caçador (Circus pygargus), ou águia-caçadeira.
Os animais nasceram em cativeiro.
Com esta libertação o ICNF espera “contribuir para a manutenção da espécie no Alentejo”.
De acordo com o Instituto, “a águia-caçadeira, ou tartaranhão-caçador, é uma espécie migradora, que existe enquanto reprodutor na Eurásia e Norte de África, desde a Península Ibérica e Marrocos, até cerca do paralelo 60, no sul da Sibéria e Ásia Norte-central. Inverna na África subsariana, principalmente no Sudão, Etiópia e Leste de África e também no subcontinente Indiano”.
Em Portugal, a espécie nidifica nas planícies do Alentejo e nos planaltos serranos do centro-leste e norte.
“A diminuição da área utilizada com cereais de outono-inverno e de práticas agrícolas e pecuárias que se registaram na última década terão contribuído para o declínio acentuado da espécie, decorrente da afetação direta do habitat e do aumento de impactes negativos sobre os locais de nidificação e consequentemente sobre o sucesso reprodutor”, esclarece o ICNF.
O Instituto desenvolveu um programa de resgate e salvamento de ovos e crias especificamente direcionado para esta espécie.
Em agosto, foram libertadas quatro crias de tartaranhão-caçador, e esta quarta-feira, 25 de setembro, foram libertados outros cinco exemplares, num total de nove.
Desde 2022, já foram libertados quase 60 exemplares de tartaranhão-caçador no âmbito do Programa de resgate e salvamento de ovos e crias da espécie.
Foto: ICNF