A patente resulta de uma investigação desenvolvida nos Laboratórios da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), no âmbito de uma tese de Doutoramento da ex- aluna Ana Rita Prazeres, em pareceria com a Universidade da Extremadura, e orientada pela professora do Instituto, Fátima Carvalho.
O IPBeja explica em Nota de Imprensa que “a água residual de queijarias é uma água que apresenta uma elevada carga orgânica, incluindo alto teor de gorduras e salinidade muito elevadas”. A sua composição é muito variável e a quantidade de água residual formada, em média, ronda os 5 litros por cada litro de leite. Actualmente os tratamentos não são eficazes.
A investigação que deu origem à patente conduziu a resultados que dão resposta a este problema ambiental transformando, através de um reagente, “as queijarias em Sistemas de Descarga Zero”, revela a mesma fonte. O tratamento permite ainda a produção de água tratada compatível com a utilização em fertirrega e um correctivo agrícola rico em matéria orgânica, fósforo e azoto.
Fátima Carvalho, orientadora da investigação, realça que esta tecnologia é “barata” e está ao alcance das pequenas e medias queijarias. Neste momento há uma empresa interessada nesta patente.