José António Falcão “repudia” acusações do Bispo de Beja

José António Falcão, ex diretor do DPHA- Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja vem em comunicado exercer o direito de resposta, referente à notícia “Peças de Arte Sacra da Diocese de Beja começam a aparecer”, publicada pela Rádio Pax, a 10 de agosto.

Em causa estão afirmações de D. João Marcos, Bispo de Beja que para José António são “atentatórias do seu bom nome, não têm aderência com a realidade e levam a conclusões que repudia” e esclarece que “o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB) foi extinto a 20 de abril de 2017. À data, a Diocese preparava três exposições em instalações suas: duas em Beja, no Museu Episcopal, tutelado pelo DPHADB, e na Igreja de N.ª Sr.ª ao Pé da Cruz; e outra no Museu de Arte Sacra de Santiago do Cacém, pertencente à paróquia local, com o qual o DPHADB colaborou de perto”.

“Com a extinção do DPHADB e a nomeação de novos responsáveis, procedeu-se, como é habitual, à conferência do inventário dos dois museus, o que ocorreu a 23 e a 29 de julho de 2017, respetivamente em Beja e Santiago do Cacém. A tarefa foi executada pelas pessoas competentes para esse efeito, em representação das entidades envolvidas, que conferiram e assinaram esses inventários”.

Falcão garante que “o inventário, relatório, documentação e chaves do Museu Episcopal foram recebidos a 8 de setembro de 2017, por um representante leigo para tal designado pela Diocese;e os do Museu de Santiago do Cacém, a 23 de Outubro do mesmo ano, pelo novo pároco da localidade”.

Na notícia publicada, [a 10 de agosto] o “Sr. Bispo diz ter sido um «padre idoso», chanceler da Cúria Diocese, quem recebeu o «relatório e lista de peças inventariadas, que foram confirmadas pela Diocese», referindo ainda que esse inventário é «falso», o que é incompreensível e difamatório para todos os envolvidos, porquanto o recebimento do inventário, em documentos originais autênticos, foi feito pelas duas pessoas citadas, que assinaram em conformidade”.

José António Falcão diz que “é igualmente falsa e difamatória a referência na peça ao «desaparecimento» de património, porquanto o mesmo estava e sempre esteve devidamente referenciado em museus diocesanos, o que era do conhecimento da Diocese de Beja”.

“De todo o modo, a responsabilidade do ex DPHADB terminou com a receção, pela Diocese, dos inventários, relatórios, documentação e chaves, e com a entrada em funções de novos responsáveis”.