Um cidadão moldavo, de 40 anos, residente em Beja em situação irregular, enfrenta um julgamento no Tribunal de Beja que pode terminar com a sua expulsão do país. O Ministério Público requereu que, a par de qualquer pena principal, seja aplicada ao arguido a pena acessória de expulsão de Portugal, medida que sublinha a gravidade com que a acusação encarou o caso.
Mihail Golban está acusado de dois crimes de incêndio florestal: um agravado e outro na forma tentada, e de um crime de detenção de arma proibida, alegadamente cometidos na noite de 18 de agosto do ano passado, nas imediações do Lar Colina do Carmo, em Beja. Em tribunal, negou ter ateado as chamas, admitindo apenas fumar, possuir um isqueiro e uma faca e consumir bebidas alcoólicas.
Foi um bombeiro quem localizou o homem no local enquanto um incêndio ainda lavrava, retendo-o até à chegada da PSP. Os agentes apreenderam da mochila que transportava uma caixa de fósforos, um isqueiro e uma faca.
As chamas deflagraram cerca das 23 horas e só foram dadas como extintas quatro horas depois. Para travar o fogo, foram mobilizados 43 operacionais e 13 viaturas das corporações de Beja, Cuba, Vidigueira, Ferreira do Alentejo e Serpa. A rápida intervenção dos bombeiros impediu consequências mais gravosas.
Ainda assim, arderam cerca de 3,78 hectares de coberto vegetal herbáceo e arbustivo em zona próxima de uma habitação com animais, máquinas e bens pessoais. Os prejuízos materiais ultrapassaram os seis mil euros.
Mihail Golban encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja desde a sua detenção.