O Nojo dos Partidos

O Nojo dos Partidos

Nojo *

nome masculino

  1. repugnância; asco; repulsa 2. o que causa asco ou repugnância 3. Náusea

4. aborrecimento; fastio 5. pesar; tristeza 6. Luto

Passados alguns meses, desde as últimas eleições autárquicas, podemos tentar analisar eventuais motivos e razões sobre o que sucedeu antes e depois do ato eleitoral autárquico. A mudança que se verificou na Câmara Municipal de Beja foi estrondosa, a direita ganhou pela primeira vez em 50 anos, num ambiente politico novo e desconhecido para muitos: “a batalha das redes sociais.”

A avaliação de politicas e lideranças deixou de assentar em projetos, ideias, obras, eventos e resultados, passando a ter uma componente muito forte daquilo que podemos denominar de EMPATIA DIGITAL.  

Muito resumidamente e certamente criticável, creio que o PS e Paulo Arsénio perderam as eleições, não por falta de resultados, de projetos, obras e eventos, mas porque não conseguiram ter empatia digital suficiente.

Esta “nova forma de fazer política” incorpora grandes riscos, desde logo a imensa fragilidade em que deixa as suas lideranças, mas também imensos desafios para as próximas batalhas. Veremos!

No pós-eleições, pelo menos por parte do PS, o silêncio político foi o que mais se ouviu. E bem, na minha perspetiva. Para além da tristeza, individual e coletiva, de todos aqueles que acreditam e lutam por determinadas ideias e projetos partidários, um período de luto deve verificar-se em respeito pelos vencedores e vencidos.

O silêncio deve ser o nojo dos partidos políticos.

O PS, com a elevada experiência dos seus eleitos, Paulo Arsénio e Maria João Ganhão, soube ouvir e decidir o seu posicionamento político no silêncio que o nojo exige.

Não importa agora analisar a solução de governação do novo executivo da Câmara de Beja, razões e motivos, individuais e partidários, devem ter convergido para tal. As diversas direitas, lideradas pelo PSD, encontraram com o Partido Comunista e os seus vereadores, um “novo modelo” para governar o concelho.

O curioso, pelo menos para mim, foram os motivos e as razões que permitiram tão estranha união. Aparentemente e de forma amplamente divulgada na politica digital, os responsáveis mostraram ao povo (devidamente comprovado pelos ECG- eletrocardiogramas) o seu elevado amor a Beja.

Projetos, ideias, planos e obras para o concelho, de momento nada sabemos, mas temos uma certeza inabalável: todos têm um enorme, imenso e inexorável amor por Beja.

Felizmente, na minha perspetiva, o Partido socialista, assim como os seus dirigentes, souberam respeitar o silêncio que o período de nojo partidário exige.

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Farmácia de serviço hoje na cidade de Beja

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