O Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê uma quebra “expressiva” na produção de milho para grão de regadio face à campanha anterior.
“A instalação tardia das searas, condicionada pela precipitação persistente na primavera, comprometeu o arranque vegetativo, ao que se somaram temperaturas abaixo do ideal, baixa radiação solar e amplitudes térmicas elevadas, fatores que limitaram a diferenciação floral e o enchimento do grão”, indica o INE.
A estes constrangimentos, o Instituo acrescenta os prejuízos causados por javalis, generalizados em todo o território, e a presença do vírus do nanismo, particularmente relevante em algumas zonas do Alentejo e do Vale do Tejo.
O Instituto prevê uma produção de cerca de 509 mil toneladas, traduzindo uma diminuição de 15% face a 2024 e correspondendo ao valor mais baixo das duas últimas décadas.