A guerra à volta da escola de pilotos de Tancos ganhou mais um capítulo. A Federação do Baixo Alentejo do PS saiu em defesa da CIMBAL e deixou um recado a quem a criticou.
Os socialistas reconhecem e valorizam o trabalho da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, a que chamam uma estrutura fundamental na representação dos municípios e na defesa dos interesses estratégicos da região. Dizem que, ao longo dos anos, a CIMBAL tem sido ativa e determinada na reivindicação de investimentos essenciais, “independentemente dos governos em funções”.
A Federação dá exemplos. A defesa do aeroporto de Beja e de uma escola de pilotos, uma reivindicação que, segundo o PS, remonta a 2018. A modernização e eletrificação da ferrovia. A concretização do IP8. O acompanhamento do projeto de ampliação do Hospital de Beja, mobilizando os autarcas na procura de soluções de financiamento. E, mais recentemente, a defesa dos investimentos municipais perante a reprogramação dos fundos do Alentejo 2030.
Para o PS, este percurso mostra uma intervenção consistente, que merece ser reconhecida e respeitada, “mesmo quando as posições assumidas não são do agrado de todos”.
A Federação afirma que todos os responsáveis políticos da região têm o dever de colocar os interesses do Baixo Alentejo acima das conveniências partidárias. As diferenças políticas são legítimas, diz, mas não devem servir de pretexto para fragilizar as instituições que representam o território ou para desvalorizar as suas reivindicações.
E deixa um aviso que soa a resposta direta: “Não podemos ser exigentes quando governam uns e complacentes quando governam outros.” A defesa da região, insiste, exige coerência, coragem política e a mesma determinação perante qualquer Governo.
A conclusão é um apelo à união: o Baixo Alentejo precisa de uma voz forte e de responsáveis políticos comprometidos com o seu futuro. “Defender o Baixo Alentejo não é estar contra ninguém”, afirma o PS. “É estar, sempre e em primeiro lugar, ao lado da região e das suas populações.”