Os vereadores socialistas pretendiam que a Câmara se constituísse como assistente no processo judicial relativo à alegada elaboração e produção dos materiais da campanha eleitoral autárquica da CDU dos concelhos de Beja, Ferreira do Alentejo, Cuba e Mértola, utilizando recursos humanos, materiais e equipamentos da autarquia de Beja. O caso remonta a 2009. A maioria comunista considera que a proposta do PS não representa uma “mais-valia”.
Sónia Calvário, vereadora da Câmara de Beja, afirmou que “a constituição de assistente neste caso torna-se desnecessária uma vez que o Ministério Público representa, e bem, a autarquia”.
“Isto implicaria necessariamente a constituição de mandatário, com as despesas que [o processo] envolve”. O município está sempre disponível para colaborar com o Ministério Público na descoberta da verdade”, concluiu a autarca.
Jorge Pulido Valente, vereador do PS na Câmara de Beja, acusa a maioria CDU de tentar “abafar” este caso. O autarca acrescenta que o processo deveria merecer do actual executivo CDU em funções uma “atitude completamente diferente”. Pulido Valente realçou que a Câmara não se constituindo como assistente perde o acesso ao processo judicial.
Na reunião João Rocha afirmou que “há muita coisa esquisita”. Confrontado pela Rádio Pax sobre esta matéria, o presidente da Câmara de Beja disse: “Tenho mais que fazer” e remeteu declarações para a vereadora Sónia Calvário.