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Seca: Cooperativa de Moura e Barrancos com menos produção no olival de sequeiro

Seca: Cooperativa de Moura e Barrancos com menos produção no olival de sequeiro

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, com sede em Moura (Beja), estima uma quebra “na ordem dos 70 a 80%” na produção de azeitona nos olivais de sequeiro da região, este ano, devido à seca.

A pouco mais de um mês do início da campanha de apanha da azeitona, o diretor-geral da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB), Hélder Transmontano, perspetivou à agência Lusa que esta “vai ser certamente inferior à do ano anterior”.

“O ano passado foi muito bom e esta campanha vai ser de contrassafra”, ou seja, o ano de intervalo em que não houve safra ou em que a colheita foi má, pelo que, “no olival tradicional, nomeadamente de sequeiro, existe uma grande diminuição” da produção, disse.

A juntar a isto, continuou, a produção de azeitona vai ser também “muitíssimo” prejudicada pela seca e pelos “calores muito grandes” registados “durante a primavera e o início do verão”.

“Seria normal termos uma quebra para metade ou pouco mais devido à safra e contrassafra, mas, neste ano em particular, a seca tem uma grande influência” na quebra da produção, observou Hélder Transmontano.

O diretor-geral da CAMB estimou, pois, para o olival de sequeiro, “quebras em relação ao ano anterior na ordem dos 70 a 80%”, o que “é muitíssimo”.

Um quadro que faz com que, nesta altura, haja muitos olivicultores associados na CAMB que “nem vão apanhar” azeitona em 2022, adiantou.

“Há alguma azeitona no sequeiro que, neste momento, é só pele e caroço. Nem se justifica a apanha”, disse.

Com cerca de 1.400 olivicultores associados, a CAMB abrange uma área total de quase 21.000 hectares de olival, dos quais cerca de 16.000 hectares de olival de sequeiro.

A cooperativa alentejana conta ainda com cerca de “4.000 a 5.000” hectares de olival de regadio, em que a quebra na produção este ano será “muitíssimo inferior”.

Hélder Transmontano disse mesmo esperar que os novos olivais de regadio, uns “que estão em crescimento” e vão produzir “mais do que no ano anterior” e outros que “começaram a produzir este ano”, o que vai atenuar as perdas sentidas no olival de sequeiro.

Assim, em termos globais, a CAMB deverá registar uma quebra “entre os 30 e 40%” na campanha da azeitona de 2022, depois de o ano passado ter sido “excecional”.

“[2021] Foi o nosso ano recorde, com 62 milhões de quilos de azeitona [colhidos], e este ano podemos falar em quantidades na ordem dos 40 milhões de quilos”, frisou.

Lusa / Rádio Pax

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