Sete utentes do Lar de São Martinho das Amoreiras levados para BA n°11 de Beja

Um surto de Covid-19 com 24 infetados foi identificado no lar de São Martinho das Amoreiras, em Odemira, tendo sete utentes sido hoje transferidos para a Estrutura de Apoio de Retaguarda instalada na Base Aérea n°11, em Beja.

O presidente da Casa do Povo de São Martinho das Amoreiras, Manuel Loução, revelou que o surto na estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI) da instituição foi detetado na passada semana, com um total de 17 utentes e sete colaboradoras a terem resultado positivo nos testes.

“Estão todos bem e a situação não tem evoluído pela negativa. Esperamos que se mantenha assim”, acrescentou.

Segundo o dirigente, a ERPI da Casa do Povo de São Martinho das Amoreiras, no concelho de Odemira, conta com um total de 26 utentes e 30 colaboradores.

O facto de a unidade se encontrar “em obras” levou a que as autoridades de saúde determinassem que sete dos utentes infetados, quatro homens e três mulheres, fossem hoje transferidos para Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) na Base Aérea n.º 11, em Beja.

“Como temos o lar em obras, temos uma certa dificuldade em manter os [utentes] que estão positivos e negativos separados”, justificou Manuel Loução.

A EAR da Base Aérea de Beja conta com 68 camas e disponibiliza alojamento e alimentação aos doentes.

Gerido pelo Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o espaço já a 01 de fevereiro tinha recebido cinco doentes transferidos do Hospital José Joaquim Fernandes, de Beja.

Antes, acolheu também utentes de um lar de Beja, igualmente devido a um surto de Covid-19.

O presidente da Casa do Povo de São Martinho das Amoreiras disse que o surto ativo na instituição surgiu já depois de utentes e colaboradores terem recebido, em janeiro, a primeira dose da vacina contra a covid-19.

“Agora, não sei se vamos tomar a segunda dose ou não. Depende das autoridades, mas, neste momento, não sabemos de nada. Estamos à espera que nos contactem”, concluiu Manuel Loução.

Rádio Pax/ Lusa