As antigas minas de Aljustrel e do Lousal preparam-se para entrar numa nova fase de recuperação ambiental, graças a um investimento de 9,2 milhões de euros que pretende transformar áreas degradadas pela exploração mineira em espaços mais seguros, sustentáveis e integrados na paisagem.
A adjudicação da empreitada foi formalizada na passada semana em Aljustrel, numa cerimónia presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. O projeto conta com um apoio de sete milhões de euros do programa Alentejo 2030 e será executado pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro ao longo dos próximos 12 meses.
Em Aljustrel, os trabalhos vão centrar-se na antiga área mineira de Algares, onde serão removidos e confinados cerca de 350 mil metros cúbicos de materiais contaminados. Está também prevista a cobertura de extensas escombreiras expostas, a melhoria do sistema de tratamento das águas contaminadas e a recuperação ecológica dos terrenos.
O objetivo passa por devolver estes espaços à comunidade, promovendo a renaturalização da paisagem e criando condições para futuras utilizações de lazer, visitação e valorização ambiental.
Durante a cerimónia, a ministra destacou a importância de reparar os impactos deixados por décadas de atividade mineira, lembrando que o Estado tem a responsabilidade de recuperar territórios que sofreram profundas alterações ambientais.
Maria da Graça Carvalho revelou ainda que estão em preparação mais sete intervenções semelhantes em antigas explorações mineiras do país, num investimento global próximo dos 50 milhões de euros, totalmente financiado.
Com esta nova fase de obras, Aljustrel e o Lousal dão mais um passo na transformação de antigos passivos ambientais em exemplos de recuperação e valorização do território.