Gonçalo Valente, deputado do PSD eleito por Beja, considera “de uma falta de honestidade política atroz as quatro autarquias (Moura, Castro Verde, Ourique e Serpa) virem exigir responsabilidades à Ministra da Saúde para um problema que eles próprios criaram”.
Em causa está o financiamento das obras de vários equipamentos de saúde.
Sobre as intervenções de maior vulto, em Castro Verde e Moura, o também líder da distrital de Beja do PSD refere que “os seus projetos foram aprovados para inclusão no PRR no início do ano de 2024, em junho foi assinado o contrato de financiamento com este governo, assumindo ambas as câmaras os projetos de execução, o concurso público para a empreitada e a gestão da execução da obra”.
Gonçalo Valente depreende que “aceitando este calendário consideravam ser tempo suficiente para verem concretizadas as obras até 31 de agosto de 2026”.
Para o deputado, sendo as autarquias as donas das obras, o Governo não tem nada a ver com as falhas dos prazos ou atraso dos financiamentos.
“Assumam as responsabilidades os senhores, sejam humildes, porque dizer não consegui, não diminui ninguém”, acrescenta.
O líder da distrital do PSD adianta que, mesmo sendo alheio a este acontecimento, o Governo está a procurar uma solução através de outro instrumento financeiro “para garantir que estas câmaras e todas as que não conseguiram concretizar as obras o venham a conseguir”.
“O ministério da Economia e Coesão juntamente com o da Saúde estão a trabalhar numa solução que permita a conclusão destas obras, mas esta solução tem de ser devidamente pensada e cabimentada com responsabilidade”, esclarece Gonçalo Valente.
O deputado entende que “quanto a Ourique e a Serpa são dois investimentos muito mais baixos, logo com um prazo de execução muito mais baixo, se não forem concluídos a tempo, as palavras são poucas para justificar o que está à vista”.








