O deputado do Partido Socialista, Luís Dias, veio a público reagir à inauguração da Variante Nascente de Évora do IP2, afirmando que o Governo não deve “apropriar‑se politicamente” de investimentos que, garante, foram decididos, programados e financiados pelos anteriores executivos socialistas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.
Para o parlamentar eleito pelo círculo de Évora, a nova variante — uma infraestrutura com 12,8 quilómetros, perfil de autoestrada e um investimento de 54,9 milhões de euros — é “uma obra essencial para a mobilidade regional”, mas não começou “do zero em 2024”, como sublinha. A ligação entre o Nó de Évora Nascente da A6 e a EN18 deverá melhorar significativamente a circulação e a segurança rodoviária.
Luís Dias lembra ainda que o mesmo se aplica aos investimentos recentemente concluídos no IP8, incluindo os troços entre Ferreira do Alentejo e Beja, Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, bem como a Variante a Figueira de Cavaleiros e a duplicação entre Relvas Verdes e Roncão. Obras que, no conjunto, representam dezenas de milhões de euros e que, segundo o deputado, colocaram finalmente o Alentejo “nas prioridades nacionais de investimento”.
O socialista defende que as acessibilidades são decisivas para atrair investimento, criar emprego e fixar população, e espera que o Governo “não deixe cair” os projetos que ainda estão por concretizar. Luís Dias afirma que o PS tem “orgulho no legado” deixado na região, lembrando que o PRR permitiu avançar com obras “adiadas durante décadas” e que hoje estão a transformar o território.
O deputado conclui que os alentejanos devem celebrar estas melhorias, mas alerta: “a história não será reescrita”.