A APROSERPA quer mudanças nas políticas que afetam a agricultura na margem esquerda do Guadiana. A associação reuniu-se com a vice-presidência da CCDR Alentejo e apresentou propostas relacionadas com os custos de produção, o preço do gasóleo agrícola, os apoios aos cereais e as limitações impostas por áreas classificadas.
Um dos principais alertas diz respeito aos cereais de sequeiro. Os agricultores defendem que os apoios devem ter em conta os custos reais da produção e pedem maior previsibilidade para conseguirem planear cada campanha agrícola.
No caso dos combustíveis, a APROSERPA propõe um mecanismo permanente de estabilização do preço do gasóleo agrícola, em vez de medidas extraordinárias tomadas apenas quando os custos já dispararam. A associação considera ainda necessária uma componente específica para culturas como os cereais de sequeiro.
A Rede Natura 2000 foi outro dos temas levados à reunião. A associação apresentou um estudo sobre as restrições existentes em zonas como o Vale do Guadiana, Serra de Serpa, Ficalho e Moura/Barrancos, defendendo que deve ser avaliado o impacto económico dessas limitações e se existe proporcionalidade entre as regras aplicadas e as compensações atribuídas.
Entre as medidas reclamadas estão também uma cláusula de salvaguarda para situações climáticas excecionais, alterações às regras de comercialização dos cereais e o reconhecimento do autoconsumo nas explorações pecuárias.
A APROSERPA diz ter escolhido o diálogo institucional e garante que apresentou dados técnicos e propostas concretas à administração. Os documentos entregues na reunião deverão agora seguir para o Ministério da Agricultura, ficando os agricultores a aguardar respostas às reivindicações apresentadas.