Foi rodado no Alentejo, correu meio mundo e agora regressa a casa: “Fogo do Vento” está hoje e amanhã em Beja.
É a primeira longa-metragem da realizadora Marta Mateus, e chega com um currículo de peso. A revista norte-americana The New Yorker colocou-o na lista dos vinte melhores filmes estreados em 2025. Depois da estreia mundial em Locarno, passou por festivais em Londres, Tóquio e Viena, e conquistou vários prémios pelo caminho, entre eles o da crítica internacional no Festival de Gijón.
A história começa numa vindima interrompida por um acidente. Uma jovem corta-se e o sangue mistura-se com o vinho. Ameaçados por um touro negro, os trabalhadores refugiam-se nas copas dos sobreiros, e é lá em cima, entre o medo e a espera, que se contam memórias de guerra e de paz.
E as vozes são de quem conhece a terra. O elenco é feito sobretudo por gente de Estremoz, entre trabalhadores rurais, membros da comunidade cigana e familiares da realizadora. As filmagens duraram quatro anos.
Depois de Beja, o filme segue para Estremoz, a 9 e 10 de outubro, para Vila Viçosa, a 16, e para Avis, a 23. Estão a ser preparadas novas sessões noutros concelhos.