Évora, Beja e Portalegre juntaram-se num projeto que pode mudar a vida cultural da região: a criação da Orquestra Regional do Alentejo. A Câmara de Évora, a universidades de Évora e as universidades politécnicas de Beja e Portalegre assinaram a escritura de constituição de uma nova associação, batizada ORA, criada precisamente para avançar com a candidatura a este projeto.
O presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, explicou que a criação da associação era um passo obrigatório para poder concorrer ao concurso lançado pela Direção-Geral das Artes, e garantiu que a candidatura seguirá já esta sexta-feira, dia em que termina o prazo de apresentação. O autarca admitiu não saber se haverá outras propostas concorrentes, mas mostrou-se confiante no resultado.
Segundo o município, a ideia é ter uma orquestra profissional com cerca de 35 a 40 músicos, capaz de levar música a todo o território alentejano, com uma programação descentralizada e regular. O projeto, sediado em Évora, prevê ainda apostar na formação de novos músicos e, mais adiante, alargar-se a outras estruturas, como um coro regional, uma orquestra jovem e até uma academia de música.
Zorrinho sublinhou que os estatutos da nova associação já preveem a entrada de mais municípios e instituições da região, à medida que o projeto avançar.
O concurso da DGArtes, aberto desde julho, tem uma dotação de 1,62 milhões de euros para dois anos, e destina-se a associações culturais sem fins lucrativos sediadas no Alentejo. Caso avance, a região junta-se a zonas do país que já têm orquestra própria, como o Norte, as Beiras e o Algarve.