A polémica em torno da reprogramação do Alentejo 2030 continua a subir de tom no Baixo Alentejo. O deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, acusa a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, CIMBAL, de tentar passar um “atestado de ignorância” à população, depois das críticas feitas à alteração dos fundos europeus do programa regional.
Em causa está a tomada de posição da CIMBAL, divulgada esta semana, onde os 13 municípios do Baixo Alentejo manifestam “total desagrado e discordância” com a reprogramação intercalar do Alentejo 2030, acusando o Governo de avançar com uma decisão “unilateral, precipitada e inoportuna”.
Agora, Gonçalo Valente responde duramente, afirmando que “o Governo não impôs nada” e que a decisão partiu da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, entidade responsável pela gestão do programa.
Em comunicado, o deputado social-democrata acusa ainda a CIMBAL, “dominada pelo PS”, de não ter “coragem de bater o pé” à CCDR Alentejo, preferindo apontar responsabilidades ao Governo por ser “um alvo politicamente mais fácil”.
O parlamentar considera mesmo “uma vergonha e uma falta de seriedade atroz” imputar responsabilidades ao executivo nacional, garantindo que a reprogramação resulta da “falta de maturidade de projetos” e de orientações da União Europeia.
Recorde-se que os municípios do Baixo Alentejo contestam os cortes previstos em áreas como educação, saúde, equipamentos sociais e requalificação urbana, alertando para impactos negativos no território e nas populações.
O programa Alentejo 2030 prevê mais de 440 milhões de euros para investimentos na região, cabendo ao Baixo Alentejo cerca de 90 milhões de euros.