Beja entra diretamente na estratégia nacional para tentar reduzir a falta de professores nas escolas. A Universidade Politécnica de Beja vai disponibilizar 98 vagas para profissionalização de docentes que já estão a dar aulas, mas ainda não possuem formação pedagógica.
A instituição de Beja integra um conjunto de quatro estabelecimentos de ensino superior escolhidos pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação para abrir 1.036 lugares nestes cursos. O investimento global previsto pelo Governo ronda os 5,5 milhões de euros.
As formações destinam-se a professores licenciados nas áreas científicas das disciplinas que lecionam, mas que ainda não possuem habilitação profissional para a docência.
Além das 98 vagas em Beja, estão disponíveis 672 na Universidade Aberta, 181 na Universidade de Lisboa e 85 na Universidade Politécnica de Setúbal.
E a procura já é elevada. Segundo o Ministério da Educação, cerca de 80% das mais de mil vagas encontram-se preenchidas, estando o início dos cursos previsto para outubro.
A duração dependerá da experiência de cada professor. Quem tiver menos de cinco anos de serviço terá uma formação de dois anos. Para os docentes com mais de cinco anos, o percurso poderá ser concluído num ano.
A medida assume particular importância para os professores que conseguiram entrar nos quadros através dos concursos extraordinários dos últimos dois anos, apesar de ainda não terem concluído a respetiva formação pedagógica.
Só nesses dois concursos, mais de 1.500 professores com habilitação própria, mas sem formação pedagógica, conseguiram vincular: 893 em 2024/2025 e outros 697 no ano letivo seguinte.
Agora terão de concluir a profissionalização dentro dos prazos estabelecidos para consolidarem o vínculo.
Beja passa, assim, a fazer parte da resposta nacional à escassez de docentes: são 98 oportunidades para transformar professores que já estão nas salas de aula em profissionais plenamente habilitados para permanecer na carreira.