O futuro da água em Portugal decide-se a partir de hoje em Beja, e o ministro da Agricultura e Mar vai estar no centro de tudo.
O governante abre o XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem, que decorre até sexta-feira, dia 2 de outubro, no auditório do NERBE. Depois da abertura, senta-se ainda na cadeira da Grande Entrevista, onde vai ter de explicar que estratégia tem o Governo para a água e para a agricultura.
E o desafio não é pequeno. Segundo as projeções, até ao final do século as culturas podem precisar de quase mais 30 por cento de água para rega, mais precisamente 27,5 por cento, se nada mudar.
O presidente do Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, Gonçalo Morais Tristão, avisa que a solução não passa por encontrar mais água, mas por gastar melhor a que existe: mais eficiência, infraestruturas modernas e muita tecnologia.
Há boas notícias. A eficiência da rega subiu 18 por cento entre 1999 e 2023. E o regadio, que ocupa apenas 17 por cento da área agrícola, já garante cerca de 30 por cento de tudo o que o país produz.
O congresso promete faíscas. Há um frente a frente entre agricultura e ambiente, com o GEOTA e a Confederação dos Agricultores de Portugal, painéis sobre quem manda na água e um debate sobre o papel da inteligência artificial na rega do futuro.
Esta quinta-feira será ainda apresentado o primeiro Barómetro Nacional do Uso Eficiente da Água na Agricultura, que mede até onde chegou a poupança de água nos campos.