A vindima já arrancou na Herdade da Figueirinha, em Beja, e começou com uma das castas de referência da propriedade: a Pinot Noir. A colheita teve início a 27 de julho e deverá prolongar-se até ao início de setembro, numa campanha que apresenta, para já, indicadores muito semelhantes aos do ano passado.
Em declarações à Rádio Pax, Filipe Ramos Cameirinha, gerente e proprietário da Herdade da Figueirinha, faz um balanço positivo da campanha. Em termos de quantidade, a produção deverá manter-se praticamente ao nível de 2025, enquanto a qualidade das uvas apresenta também boas perspetivas.
O cenário é diferente do registado noutras regiões do país, onde a produção terá aumentado cerca de 20 por cento. Na Herdade da Figueirinha, a aposta passa por manter os volumes e continuar a privilegiar a qualidade da matéria-prima.
A vindima prossegue agora com a entrada gradual das diferentes castas e deverá ficar concluída no início de setembro. As condições registadas até ao momento deixam boas expectativas quanto à qualidade da uva e, naturalmente, dos vinhos da nova colheita.
Para Filipe Ramos Cameirinha, a estabilidade da produção não significa falta de ambição. Pelo contrário, a estratégia passa por garantir uvas de qualidade capazes de sustentar vinhos que continuem a afirmar a Herdade da Figueirinha, Beja e o Alentejo nos mercados nacionais e internacionais.
A nova campanha começa, assim, sem grandes surpresas na quantidade, mas com uma expectativa que pode ser decisiva: que a qualidade das uvas permita produzir vinhos capazes de voltar a levar o nome de Beja às mais prestigiadas montras do setor.