“Nenhum executivo, historicamente, teve tantas condições financeiras para fazer tanto e tem feito tão pouco”, afirma Vítor Picado, vereador da CDU na Câmara de Beja.
Vítor Picado foi o segundo convidado no âmbito de um ciclo de entrevistas que a Rádio Pax está a promover com os vereadores da oposição e com o presidente do município bejense, tenho em vista as Autárquicas de 2025.
Questionado quanto àqueles que são os principais problemas que o município enfrenta, Vítor Picado aponta, por exemplo, “a degradação dos serviços de limpeza e higiene urbana” e “a ausência de uma política cultural coerente”.
O vereador comunista considera que o atual executivo municipal “não consegue dinamizar um conjunto de procedimentos que consigam alavancar Beja para uma dinâmica digna de capital de distrito”.
“Um executivo que, perante os resultados das últimas eleições autárquicas, não tirou nenhumas ilações”, frisa Vítor Picado.
A falta de limpeza urbana, a falta de diálogo com os agentes culturais locais, – que, de acordo com Vítor Picado, levaram à perda de mais de um milhão de euros em apoios por candidaturas que não foram aprovadas – a falta de medidas de apoio ao desenvolvimento económico e projetos mal geridos em termos da Estratégia Local de Habitação são falhas apontadas pela CDU ao executivo socialista.
De acordo com Vítor Picado, a “falta de uma liderança firme” conduz à “alienação” e a “problemas”. O comunista diz que Paulo Arsénio se julga “dono do município”.
Sem responder se será o candidato da CDU nas próximas autárquicas, Vítor Picado sublinha que existem “11 milhões de euros de fundos disponíveis” na tesouraria da autarquia.
Nesse sentido, considera que “nenhum executivo, historicamente, teve tantas condições financeiras para fazer tanto e tem feito tão pouco”.
Este ciclo de entrevistas termina amanhã, dia 11 de outubro, com Paulo Arsénio, presidente da Câmara Municipal de Beja.
A entrevista pode ser ouvida em 101.4FM ou através do site da Rádio Pax em www.radiopax.com.