O Alentejo está a desafiar o abrandamento do turismo e a destacar-se entre as regiões portuguesas com melhores resultados. Apesar das dificuldades sentidas no mercado nacional e internacional, a região continua a atrair visitantes, a aumentar as dormidas e, sobretudo, a gerar mais receitas.
Nos primeiros oito meses de 2026, o número de dormidas no Alentejo cresceu 3,6%, colocando a região na segunda posição nacional em termos de crescimento, apenas atrás do Norte.
Os dados foram avançados pelo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, que faz um balanço positivo da época de verão.
O mercado português continua a desempenhar um papel importante nesta evolução, com um crescimento de 4% nas dormidas. Já os visitantes estrangeiros contribuíram para uma subida de 3%.
Mas há outro indicador que merece particular destaque.
O Alentejo é, segundo José Manuel Santos, a região portuguesa que mais está a crescer em receitas turísticas e no rendimento por quarto disponível.
Em agosto, o preço médio dos quartos vendidos foi o segundo mais elevado do país, apenas ultrapassado pelo Algarve.
Para o responsável, estes resultados demonstram que o turismo alentejano está a conseguir aumentar não apenas o número de visitantes, mas também o valor económico gerado pela atividade.
E as ambições não ficam por aqui.
A Entidade Regional de Turismo mantém o objetivo de fazer de 2026 o melhor ano de sempre para o setor no Alentejo.
José Manuel Santos reconhece, contudo, que a concretização dessa meta depende do comportamento da procura nos últimos quatro meses do ano, num contexto de menor dinamismo dos mercados internacionais.
Para reforçar a promoção do destino, estão previstas, até dezembro, cinco grandes convenções de operadores turísticos internacionais, envolvendo mercados como o Brasil, Canadá, Reino Unido e Irlanda.
A região conta também com uma nova fase da campanha promocional «O Alentejo não se explica», lançada este mês, para aumentar a visibilidade do território junto de potenciais visitantes.
O presidente da Entidade Regional de Turismo defende ainda que o crescimento deve beneficiar o maior número possível de municípios, reconhecendo que os resultados não são iguais em todas as zonas do Alentejo.
A aposta passa por distribuir melhor os benefícios económicos da atividade turística, incluindo pelos territórios do interior e pelas localidades com menor concentração de alojamento.
Com mais dormidas, receitas em crescimento e preços médios entre os mais elevados do país, o Alentejo entra na reta final de 2026 com a ambição de alcançar um novo recorde turístico.