CDS questiona autarquias sobre cães abandonados

Os deputados do CDS-PP questionaram todas as autarquias do país sobre o aumento do número de animais errantes, principalmente cães, e o consequente risco para a saúde pública e segurança das pessoas.

Nos requerimentos dirigidos aos presidentes de Câmara, os deputados do PP querem saber que tipo de respostas tem o município, se são promovidas campanhas de esterilização e de adopção de animais abandonados, se houve aumento do número de animais abandonados nas ruas do município e se

está garantida a segurança das pessoas, no que diz respeito a eventuais ataques de cães.

De acordo com o PP, “seis meses após a entrada em vigor da lei que proíbe o abate de animais nos canis municipais, têm vindo a público notícias de autarquias com dificuldades em recolher animais abandonados, sobretudo cães, podendo estar em risco a saúde pública e a segurança das pessoas”.

Segundo a mesma fonte, “os canis rapidamente esgotam o espaço disponível para recolha e os animais acabam por ficar na rua, verificando-se mesmo esse excesso de lotação em alguns canis intermunicipais já existentes e recentemente criados”.

Para o PP, com o “crescimento do número de cães nas ruas, há o receio de constituição de matilhas de cães vadios, com riscos de ataques a pessoas, quer em áreas rurais quer em áreas urbanas, assim como de ataques a outros animais, sendo que há já vários registos de queixas de produtores de ovinos e outros criadores nesse sentido”.