O desemprego registado no Baixo Alentejo manteve-se estável no início do segundo semestre de 2026, segundo os dados divulgados pelo IEFP, que disponibiliza informação ao nível concelhio. O relatório de junho de 2026, o mais recente disponível para este período, revela que a região não registou oscilações significativas face aos meses anteriores, mantendo um perfil de estabilidade num contexto nacional marcado por descidas generalizadas.
No conjunto dos concelhos que integram a NUTS III Baixo Alentejo, Beja continua a destacar-se como o município com maior número de desempregados, contabilizando 1.263 inscritos nos serviços de emprego. Seguem-se Moura, com 969 pessoas, e Serpa, com 619, refletindo a concentração populacional e económica destes territórios. Em sentido inverso, concelhos como Alvito (66 desempregados) e Barrancos (78) apresentam valores bastante reduzidos, característicos de áreas de menor densidade populacional.
Outros municípios da região apresentam números intermédios: Vidigueira regista 244 desempregados, Aljustrel contabiliza 263, Ferreira do Alentejo soma 282, enquanto Castro Verde e Almodôvar surgem com 187 e 196, respetivamente. Em Mértola, o IEFP identifica 161 pessoas à procura de emprego, número idêntico ao registado em Cuba, enquanto Ourique apresenta 116 inscritos. Portel surge com 186 desempregados, mantendo-se também dentro da tendência de estabilidade regional.
A comparação com os dados de fevereiro de 2026, igualmente divulgados pelo IEFP, mostra que vários concelhos mantiveram valores muito próximos, sem variações expressivas. No caso de Beja, o número de desempregados é exatamente o mesmo nos dois períodos analisados, reforçando a ideia de que o mercado de trabalho local atravessa uma fase de equilíbrio, ainda que sem sinais claros de recuperação robusta.
Com estes resultados, o Baixo Alentejo apresenta um retrato de desemprego registado moderado e estável, num contexto em que a evolução nacional tem sido marcada por descidas mais acentuadas. Os próximos relatórios mensais do IEFP permitirão perceber se esta tendência se mantém ao longo do segundo semestre de 2026 ou se a região acompanhará, com maior intensidade, a trajetória de melhoria observada no país.