Há campos que precisam de gente e gente que precisa de uma oportunidade. Em Beja, um projeto quer pôr uns e outros frente a frente, e o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, vem hoje ver como.
O LIMA Alentejo nasceu na Santa Casa da Misericórdia de Beja e conta com nove entidades, entre elas a Câmara de Beja, a EDIA, a Cáritas e a CERCIBEJA. Tem o apoio da Iniciativa Gulbenkian Integração e envolve diretamente 500 migrantes, sem esquecer os trabalhadores da região.
Para os agricultores, a grande novidade é uma plataforma digital: dizem de que gente precisam e em que campanha, e ficam a saber quem está disponível e com que competências.
Mas o alcance é mais fundo do que o emprego. Quem chegar de longe não vai ficar entregue a si próprio. Até dezembro de 2027, há 250 horas de formação numa Escola de Campo, com técnicas agrícolas, transporte, língua portuguesa, segurança no trabalho e direitos laborais.
E há ainda apoio social e orientação jurídica, para que estes trabalhadores se sintam parte da comunidade que os recebe.
É uma resposta à falta de braços no campo, mas também um passo para que quem vem trabalhar o Alentejo possa aqui criar raízes.