Opinião: Alfredo Lança Silva

Dois temas são dominantes de momento em Portugal.

Trata-se do fim do confinamento provocado pela pandemia da Covid 19 e as eleições autárquicas.

Todos sabemos o elevado custo que os portugueses tiveram, quer em perdas de vidas, internamentos hospitalares, sofrimento físico e intelectual, perda de liberdade, afastamento dos familiares e amigos, limitação de movimentação, desemprego, falências e tantos outros.

O Estado teve enormes gastos com a pandemia, quer no referente ao Serviço Nacional de Saúde, como ajudas às empresas, aos desempregados e a todos os serviços que estiveram na linha da frente a combater a pandemia.

Certo é que a pandemia não acabou apenas e tal como em 2020 entrou de “férias”, pelo que é necessário a vigilância constante das autoridades de saúde e cada um dos portugueses manter os cuidados indispensáveis para não permitir o retrocesso da pandemia.

Penso que todos percebemos que a vida ao ar livre é a melhor das soluções ao contrário do que fizemos até agora que era viver em espaços fechados, como é o caso de muitos restaurantes, discotecas, bares, escolas e outras.

O combate à pandemia é de todos nós e de cada um de nós.

No que se refere às eleições autárquicas assiste-se às mais desmotivadas que há memória.

Pela data das mesmas que não ajudam, pela falta de debates públicos, pela falta de programas ou divulgação dos mesmos, pelo cansaço de tantos atos eleitorais, mas sobretudo pelo desprestigio que os políticos e os partidos políticos têm na sociedade portuguesa, sendo que na maioria dos casos sem razão.

E todos sabemos que sem partidos não existe democracia, e a alternativa é a ditadura.

Alfredo Lança Silva

Economista e advogado