PCP propõe remodelação e ampliação do Hospital de Beja

O Grupo Parlamentar do PCP entregou ontem, na Assembleia da República, um Projecto de Resolução onde propõe a remodelação e ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja.

De acordo com o PCP, o Hospital de Beja apresenta uma “disfuncionalidade evidente ao nível das suas instalações e inerente dificuldade em assegurar nas mesmas as adequadas condições de funcionamento para prestar às populações abrangidas um serviço digno e de qualidade”.

João Dias, deputado do PCP eleito por Beja, disse ontem em conferência de imprensa, que existem problemas ao nível das Urgências, das consultas externas que funcionam em contentores e do Bloco Operatório.

O parlamentar foi mais longe e assegurou que o Hospital de Beja não tem espaço disponível para a instalação de um equipamento de ressonância magnética.

João Dias alertou que o distrito de Beja é o único do país onde não existe nenhum aparelho de ressonância magnética.

Neste cenário, o PCP considera que a região não tem capacidade para atrair e fixar profissionais de saúde.

No Projecto de Resolução, o PCP recomenda ao Governo que atribua ao Conselho de Administração do Hospital a competência para desencadear o processo de remodelação; que defina um cronograma para remodelação e ampliação do Hospital que “assegure a abertura do concurso público num prazo de doze meses” e que defina o faseamento da construção. Por outro lado, o Partido Comunista propõe a mobilização de fundos comunitários para a ampliação do Hospital e a criação de mecanismos de acesso público dos cidadãos a toda a informação sobre o processo.

João Dias considera que a construção do Centro Hospitalar do Alentejo Central, em Évora, não “entra em conflito” com a necessidade de ampliação do Hospital de Beja. O parlamentar espera que o Projecto de Resolução, quando discutido na especialidade, conte com o apoio dos restantes Grupos Parlamentares.