O PCP vai para a rua para defender o Serviço Nacional de Saúde. Hoje arranca uma jornada nacional de protesto e luta, com ações em todo o país e três paragens no distrito de Beja logo de manhã cedo.
Segundo o partido, o SNS está a ser desmantelado, por causa da desresponsabilização do Estado e do crescimento dos grupos privados na saúde. O PCP aponta menos verbas, falta de profissionais, carreiras desvalorizadas e pouco investimento, e avisa que os problemas de acesso aos cuidados vão agravar-se: falta de médicos, listas de espera para cirurgias, tratamentos e consultas, serviços a fechar e custos maiores para a população.
No distrito de Beja, diz o partido, a situação é ainda mais crítica. O território sofre com o envelhecimento da população, a dispersão geográfica e as dificuldades de mobilidade, e as falhas do SNS acabam por desproteger os mais vulneráveis.
O PCP rejeita soluções temporárias e paliativas e recusa que sejam impostos limites aos horários dos centros de saúde. Exige mais dinheiro no Orçamento do Estado para dotar o SNS de meios humanos e materiais, e contesta as opções que, segundo o partido, canalizam recursos públicos para o setor privado e social a pretexto de reduzir as listas de espera, em vez de os aplicar na valorização das carreiras, na contratação de profissionais e na fixação de pessoal no interior. Para o PCP, a saúde não pode depender do código postal nem da capacidade financeira de cada um.
As primeiras ações no distrito começam às sete e meia da manhã, em Beja, com uma sessão pública e contacto com trabalhadores e utentes do Centro de Saúde, junto ao edifício da Segurança Social, com a participação de Fátima Estanque, do secretariado da Direção da Organização Regional de Beja do partido. Às sete e três quartos, há uma ação de contacto no Centro de Saúde de Aljustrel. E às oito, no Hospital de São Paulo, em Serpa.