A nova Universidade Politécnica de Beja quer assumir um papel decisivo na fixação de talento no Baixo Alentejo, criando condições para que jovens qualificados possam estudar, investigar e trabalhar na região sem terem de procurar oportunidades noutros territórios.
A estratégia passa, segundo Aldo Passarinho, Reitor da Universidade Politécnica de Beja, por aproveitar o novo enquadramento institucional para reforçar a oferta de formação avançada, dinamizar a investigação científica e aproximar a academia do tecido empresarial e das instituições públicas.
O responsável considera que a retenção de talento não se consegue apenas através da formação inicial. É necessário criar oportunidades de qualificação avançada e, sobretudo, perspetivas de emprego altamente qualificado que permitam aos jovens construir o seu futuro no território.
Nesse sentido, a Universidade Politécnica pretende desenvolver percursos de doutoramento e reforçar os seus polos e centros de investigação. A aposta deverá passar também pela criação de projetos concretos em parceria com empresas, autarquias e outras instituições públicas.
Para Aldo Passarinho, esta ligação entre conhecimento, investigação e economia pode ser determinante para transformar a instituição num motor de desenvolvimento regional. A intenção é que a universidade não seja apenas um local onde os estudantes obtêm uma formação, mas também um espaço capaz de gerar conhecimento, inovação e novas oportunidades profissionais.
A criação de emprego qualificado surge, assim, como uma das peças fundamentais da estratégia. Num território que enfrenta desafios demográficos e a saída de muitos jovens após a conclusão dos estudos, a existência de carreiras científicas e profissionais mais qualificadas poderá contribuir para inverter essa tendência.
O Reitor defende que o novo enquadramento da Universidade Politécnica de Beja abre precisamente essa possibilidade: criar condições para que mais jovens possam permanecer na região, mas também atrair investigadores, profissionais e projetos de outras zonas do país.
A ambição passa por aproximar cada vez mais a instituição das necessidades concretas do Baixo Alentejo, estabelecendo uma relação mais forte com o tecido económico e social. Empresas, municípios e serviços públicos poderão tornar-se parceiros na definição de projetos de investigação e inovação capazes de responder a problemas e oportunidades concretas do território.
A Universidade Politécnica de Beja pretende, desta forma, posicionar-se como uma instituição com capacidade para formar, investigar e criar valor no território. Uma aposta que poderá ser decisiva para transformar conhecimento em emprego e qualificação em desenvolvimento regional.