O novo Hospital Central do Alentejo, que está a ser construído em Évora, vai funcionar em articulação com o Hospital de Beja e outras unidades hospitalares da região, numa rede de cuidados de saúde destinada a servir cerca de 440 mil habitantes.
A futura unidade hospitalar acaba de receber um novo impulso financeiro. O programa Alentejo 2030 lançou um aviso de financiamento superior a um milhão e 96 mil euros, destinado à aquisição e instalação de equipamentos hospitalares.
O investimento, apoiado por fundos europeus até 85%, pretende reforçar a capacidade de diagnóstico e tratamento, através da introdução de tecnologia avançada e da modernização dos serviços de saúde.
Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), o objetivo é melhorar a resposta hospitalar numa região particularmente afetada pelo envelhecimento da população e pelas crescentes necessidades de cuidados médicos.
A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central é a entidade responsável pela candidatura, que poderá ser apresentada até 30 de dezembro.
Em declarações à Lusa, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, revelou que a construção estava cerca de 80% concluída e apontou junho de 2027 como previsão para o fim dos trabalhos de construção civil.
A governante alertou, contudo, que será necessário realizar licenciamentos e testes de funcionamento, um processo que poderá prolongar-se durante pelo menos seis meses.
A conclusão da empreitada está prevista até ao final de 2027, não estando ainda indicada uma data definitiva para a abertura ao público.
Com um orçamento aprovado de 236 milhões e 900 mil euros, o Hospital Central do Alentejo terá cerca de 100 mil metros quadrados de construção, distribuídos por dez pisos.
A nova infraestrutura deverá servir diretamente cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora, mas a sua área de influência estende-se a todo o Alentejo.
O Hospital de Beja fará parte desta articulação regional, juntamente com as unidades hospitalares de Portalegre, Elvas e do Litoral Alentejano.
A expectativa é que esta rede permita reforçar a resposta em cuidados hospitalares especializados, embora o modelo concreto de articulação entre as unidades não seja detalhado no anúncio do financiamento.