Os 14 municípios do distrito de Beja têm previstos mais de 227 milhões de euros em 2027, provenientes das transferências do Estado e da participação das autarquias nas receitas fiscais nacionais, nos termos da Lei das Finanças Locais.
Odemira lidera a distribuição, com mais de 35 milhões de euros, enquanto Beja ultrapassa os 28 milhões e Serpa aproxima-se dos 25 milhões.
Os números constam dos mapas de participação dos municípios nos impostos do Estado, associados à proposta de Orçamento do Estado para 2027.
No conjunto do distrito, o montante previsto atinge 227 milhões, 607 mil e 694 euros, distribuídos pelas autarquias através de diferentes mecanismos de financiamento.
Odemira surge no primeiro lugar, com 35,15 milhões de euros. Segue-se Beja, com 28,07 milhões, e Serpa, com 24,85 milhões.
Moura tem previstos 21,58 milhões de euros e Mértola 20,89 milhões. Já Almodôvar deverá receber 16,54 milhões e Castro Verde 13,80 milhões.
Na restante distribuição, Ferreira do Alentejo conta com 12,84 milhões de euros, Ourique com 12,53 milhões e Aljustrel com 12,43 milhões.
Vidigueira tem previstos 9,14 milhões, Cuba 6,95 milhões, Alvito 6,44 milhões e Barrancos 6,39 milhões de euros.
Transferências previstas para os 14 concelhos do distrito de Beja em 2027
| Município | Montante previsto |
| Odemira | 35,15 M€ |
| Beja | 28,07 M€ |
| Serpa | 24,85 M€ |
| Moura | 21,58 M€ |
| Mértola | 20,89 M€ |
| Almodôvar | 16,54 M€ |
| Castro Verde | 13,80 M€ |
| Ferreira do Alentejo | 12,84 M€ |
| Ourique | 12,53 M€ |
| Aljustrel | 12,43 M€ |
| Vidigueira | 9,14 M€ |
| Cuba | 6,95 M€ |
| Alvito | 6,44 M€ |
| Barrancos | 6,39 M€ |
| Total do distrito | 227,61 M€ |
As verbas incluem o Fundo de Equilíbrio Financeiro, a participação dos municípios no IRS e no IVA e outras componentes previstas no financiamento das autarquias.
O Fundo de Equilíbrio Financeiro representa uma das principais fontes de receita municipal, sobretudo nos territórios onde a capacidade de arrecadação de impostos próprios é mais limitada.
Estas transferências são fundamentais para assegurar o funcionamento dos serviços municipais e financiar investimentos em áreas como estradas, equipamentos, habitação, educação e apoio às populações.
Importa, no entanto, sublinhar que os valores apresentados são montantes previstos na proposta orçamental, não correspondendo necessariamente às verbas já recebidas pelas autarquias nem ao valor total dos seus orçamentos municipais.
Para o Baixo Alentejo, os números mostram diferenças expressivas entre concelhos. Odemira tem previsto um montante mais de cinco vezes superior ao de Barrancos, embora a comparação direta não tenha em conta fatores como população, dimensão territorial e critérios legais de distribuição.
São mais de 227 milhões de euros que poderão chegar às câmaras municipais do distrito de Beja em 2027.
Em 2026, as transferências foram inferiores
Para comparação, o Orçamento do Estado para 2026 previa 214,76 milhões de euros para os 14 municípios do distrito de Beja.
Odemira liderava igualmente a distribuição, com 33,18 milhões de euros, seguida de Beja, com 26,47 milhões, e Serpa, com 23,51 milhões. Moura tinha previstos 20,28 milhões e Mértola 19,67 milhões.
Nos restantes concelhos, os valores de 2026 eram de 15,58 milhões para Almodôvar, 13 milhões para Castro Verde, 12,17 milhões para Ferreira do Alentejo, 11,82 milhões para Ourique e 11,71 milhões para Aljustrel. Vidigueira recebia 8,63 milhões, Cuba 6,57 milhões, Alvito 6,11 milhões e Barrancos 6,07 milhões de euros.
Comparando os dois anos, o distrito de Beja tem previsto um aumento global de cerca de 12,85 milhões de euros em 2027, aproximadamente 6% acima de 2026.