A partir desta terça-feira, 18 de agosto, quem conduzir depois de beber vai estar sob maior vigilância nas estradas portuguesas. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP lançam a oitava campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026, dedicada exclusivamente à condução sob o efeito do álcool.
Até 24 de agosto, a operação decorre sob o lema “Taxa Zero ao Volante” e combina ações de sensibilização com operações de fiscalização, sobretudo nos locais onde são identificados maiores riscos de acidentes graves.
Os números ajudam a perceber a dimensão do problema. Em 2025, foram realizados cerca de 2,1 milhões de testes de álcool em Portugal e 1,6% deram resultado positivo. Ainda mais preocupante é o facto de, entre as vítimas mortais de acidentes rodoviários autopsiadas no ano passado, 28 em cada 100 apresentarem uma taxa de álcool acima do limite legal. Destas, 78% tinham valores iguais ou superiores ao limite considerado crime.
A ANSR alerta que não é preciso atingir valores elevados para a condução ficar comprometida. O álcool pode afetar os reflexos, aumentar o tempo de reação e prejudicar a capacidade de decisão, mesmo depois do consumo de pequenas quantidades.
Durante esta semana, as autoridades vão reforçar a deteção de comportamentos de risco, com a GNR e a PSP responsáveis pela fiscalização e a ANSR pela componente de sensibilização.
A mensagem deixada aos condutores é direta: se beber, não conduza. As autoridades aconselham a escolher um condutor designado, recorrer a transportes alternativos e planear o regresso a casa antes de consumir bebidas alcoólicas.
A campanha faz parte das 11 ações previstas no Plano Nacional de Fiscalização para este ano e está integrada na estratégia Visão Zero 2030, que pretende reduzir drasticamente a sinistralidade e eliminar as mortes nas estradas.
O objetivo desta semana é simples: que o teste do álcool dê zero. Porque, como recordam as autoridades, uma decisão responsável ao volante pode fazer a diferença entre chegar a casa ou nunca mais chegar.