O Alentejo vai receber uma nova unidade de produção de biometano no âmbito da estratégia nacional de descarbonização liderada pela Mota-Engil Ambiente e Energia. O anúncio foi feito, na última terça-feira, em Coimbra, pelo presidente executivo da empresa, Hugo Pereira, que confirmou a expansão do projeto para várias regiões do país, incluindo o território alentejano.
Segundo a Lusa, a empresa prevê colocar em funcionamento ainda este ano cinco primeiras instalações de produção de biometano sustentável, num investimento global de 25 milhões de euros. As unidades vão transformar resíduos urbanos biodegradáveis em gás renovável para injeção na rede nacional de gás natural.
Depois desta primeira fase, a Mota-Engil prepara já novos projetos para o período entre 2027 e 2030, incluindo uma unidade no Alentejo, reforçando o papel da região na transição energética e na economia circular.
Segundo Hugo Pereira, este investimento representa “um primeiro passo relevante para o país”, sublinhando que Portugal precisa de “mais projetos e mais iniciativas” para consolidar o mercado do biometano.
As cinco centrais agora anunciadas terão capacidade para valorizar cerca de 600 mil toneladas anuais de resíduos urbanos e deverão produzir até 170 gigawatts-hora de energia já em 2026.
O projeto é apoiado pelo Fundo Ambiental, através do Plano de Recuperação e Resiliência, com um financiamento superior a 8 milhões de euros.
Durante a apresentação, o secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, destacou que Portugal terá de garantir que 9% do consumo energético em 2030 seja assegurado por biometano, meta que sobe para 18% até 2040.
A futura unidade prevista para o Alentejo deverá reforçar a aposta regional nas energias renováveis e no aproveitamento sustentável de resíduos, numa altura em que o território se afirma cada vez mais como polo estratégico da transição energética nacional.