Para Beja, os números deixam novamente um sinal de alerta. Enquanto Lisboa e Porto praticamente esgotam a oferta, no interior do país há lugares no Ensino Superior, mas continuam a faltar estudantes para os ocupar. Os resultados da segunda fase do Concurso Nacional de Acesso voltam, assim, a mostrar que o interior continua a ser pouco atrativo também para muitos dos jovens que procuram prosseguir os estudos.
Beja surge, juntamente com Bragança e Viseu, entre as instituições onde mais de metade das vagas disponibilizadas nesta fase ficou por preencher. Uma realidade bem diferente da registada em Lisboa e no Porto, onde as taxas de ocupação ultrapassaram os 95%.
A diferença entre litoral e interior volta, por isso, a ficar evidente. As instituições do interior concentravam 36,1% dos lugares colocados a concurso, mas acabaram por representar 60% de todas as vagas que ficaram vazias.
No conjunto do país, 9.116 estudantes conseguiram colocação na segunda fase, mais 292 do que em 2025. Apesar deste crescimento, sobraram 4.069 lugares.
A maior parte das vagas que continuam disponíveis, 76,3%, pertence ao ensino politécnico. Ainda assim, a ocupação melhorou relativamente ao ano passado: nesta segunda fase atingiu 83% nas universidades e 59% nos politécnicos.
Dos cursos disponíveis, 871 preencheram todos os lugares, enquanto 52 terminaram esta fase sem conseguir colocar qualquer aluno.
Direito, Jornalismo e Informação e Serviços de Transporte foram as únicas áreas de estudo que preencheram a totalidade das vagas disponíveis.
Os estudantes agora colocados podem realizar a matrícula entre 1 e 3 de outubro. Segue-se uma terceira oportunidade para quem ainda procura entrar no Ensino Superior, com a terceira fase do concurso marcada para decorrer entre 10 e 12 de outubro.