Mau cheiro e invasão de moscas levam Governo a agir em Aljustrel

Mau cheiro e invasão de moscas levam Governo a agir em Aljustrel

O problema dos maus cheiros e da proliferação de moscas no concelho de Aljustrel chegou ao Governo e vai motivar uma intervenção das autoridades ambientais.

Depois das queixas da população e das diligências efetuadas pela Câmara Municipal, o Ministério do Ambiente pediu uma atuação urgente à Agência Portuguesa do Ambiente e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

Em causa estão episódios de odores particularmente intensos, associados à aplicação de matérias em terrenos agrícolas, acompanhados por um aumento significativo da presença de moscas.

Uma situação que tem provocado incómodo entre os habitantes e levado munícipes a pedir respostas sobre a origem do problema e, sobretudo, sobre as medidas necessárias para o resolver.

A Câmara de Aljustrel revela que, já durante o mês de julho, avançou com contactos junto de várias entidades com responsabilidades nas áreas da fiscalização, ambiente e saúde pública.

A autarquia pediu esclarecimentos e intervenção à CCDR Alentejo, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e à Autoridade de Saúde do concelho.

Outros organismos com competências de fiscalização foram igualmente contactados, numa tentativa de perceber a dimensão do problema e encontrar uma resposta que permita restabelecer as condições de bem-estar das populações afetadas.

A situação assume agora uma nova dimensão com a entrada direta do Ministério do Ambiente no processo.

O Governo solicitou à Agência Portuguesa do Ambiente e à CCDR Alentejo uma atuação urgente sobre o problema, decisão que é recebida com satisfação pelo município.

A autarquia espera que a intervenção permita não apenas identificar com clareza aquilo que está na origem dos episódios denunciados, mas também encontrar uma solução capaz de impedir que a situação continue a repetir-se.

O caso levanta ainda questões sobre a fiscalização da aplicação de matérias nos solos agrícolas, o cumprimento das normas ambientais e os eventuais impactos destas práticas nas localidades próximas.

Para os habitantes afetados, porém, a questão é bastante mais simples: saber quando poderão voltar a abrir portas e janelas sem serem confrontados com odores intensos e uma presença anormal de moscas.

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