Joaquim Estevens: Últimas eleições

Hoje, como não podia deixar de ser, o meu comentário vai versar sobre as últimas eleições, seus resultados e as perspectivas para o nosso futuro.

Foram os portugueses chamados há quinze dias, a escolher os seus representantes para a Assembleia da República, com vista a uma nova  legislatura.

Desta votação, três facto importante há a registar:  

0 primeiro e mais importante é o salutar decréscimo do número de abstencionistas.

0 segundo e também importante, foi a escolha feita pela grande maioria dos portugueses, que elegeram a tolerância e o bom senso para seu modo de vida, relegando para planos secundários, todos aqueles que pregaram e apregoaram extremismos.

0   terceiro facto é a maioritária preferência dos eleitores, que votando ao centro, deram ao Partido Socialista, uma confortável margem de manobra para governar o país.

Se a percentagem da abstenção é motivo de orgulho e satisfação, também o número daqueles que votaram nos partidos maioritários é bem elucidativo do rumo que querem para o país.

No que se refere à maioria absoluta do PS, ela deve ser entendida como sendo uma forma eficaz para governar, sem constrangimentos ou negociatas e por isso não pode nem deve ser confundida ou originária de um poder absoluto. Espera-se assim que o partido vencedor, saiba fazer o melhor uso da representação que o povo lhe outorgou, fazendo   o país avançar na direção certa, rumo a uma Europa fraterna e desenvolvida, como todos ambicionam.

Deseja-se que o PS olhe para o interior do país e trave de vez o seu envelhecimento e consequente desertificação. Deseja-se que o PS olhe e  tenha em atenção, aqueles que deram o seu melhor pelo país e que agora têm parcas reformam. Deseja-se que o PS olhe para os mais jovens, para que os mesmos encarem o futuro com mais confiança e certezas.

Muito há a desejar do PS e muito haverá que lembrar: Não poderão os governantes fazer orelhas moucas aquelas sugestões ou reivindicações que lhe chegarem do país real e de quem vive no terreno, já que por vezes o ar dos gabinetes nem sempre é o mais puro. Por outro lado, quem sugere ou reivindica, tem de ter em conta a razoabilidade do que pede ou propõe, sob pena de cair no ridículo ou caricato dos extremismos que o povo não escolheu.

Beja e o Baixo Alentejo não podem continuar votados ao abandono e esquecimento, como até aqui: Os bejenses e os baixo alentejanos, esperam, desejam e suplicam, que o novo governo e a nova maioria, considerem este território como parte integrante do país.

Esperam os bejenses e os baixo alentejanos que os agora eleitos e representantes da região, façam ouvir as suas vozes junto do poder central para que sejam resolvidos de vez, problemas que se prendem com a infraestrutura aeroportuária, com a eletrificação da linha férrea e outras vias de comunicação, tal como entre outras, as melhorias nos serviços de saúde.

Criar empregos e condições para aqueles que cá vivem e labutam são  as principais aspirações das gentes do sul que levariam muito a mal se continuassem a ser esquecidas e nem compreenderiam ou aceitariam que  o  Baixo Alentejo         não fosse bafejado com os tão apregoados milhões, ficando cada vez mais empobrecido e desertificado.

Enfim, desejamos que o PS olhe para o país real que temos, e os eleitos locais, para as carências e características próprias da nossa região, e promovam todos conjuntamente e nos locais próprios, políticas de governação sérias e esclarecidas, as quais conduzirão ao progresso e desenvolvimento de Portugal, que assim virá a ser aquele país próspero uno e indivisível que todos desejamos.

Para todos, aquele abraço do Joaquim Estevens.

Joaquim Estevens

Empresário